segunda-feira, 7 de junho de 2010

pobres poetas

Covarde é o poeta,
Se esconde caminhando pelos versos,
Onde a asa branda da poesia, eterna a bater se aflora, mãos cansadas e gastas de um poeta, perdem toda sua cor, toda sua glória.
Poderíamos muito bem nos revestir de segredos, e despirmos para conseguir significados,
Olho a mim mesma no espelho e digo, pobre poetiza, eterna amante, errante, vive para que sua palavra seja vivida.
- Para que tu escreves?
Tua alma nunca será nem mesmo sentida.
Porém pelo suave humor que de suas palavras exala os sentidos, é assim que se alimenta, e é assim que tua vida se alenta.
Pobres poetas somos nós, vivemos de um calor inexistente, e vivemos cegos, para que a humanidade enxergue.

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