Você pode abrir minhas asas?
Talvez me ensinar a voar?
Não vou roubar teus sonhos,
Sinto teus segredos,
Não me conheço, tento me entender,
Teu amor é como um sussuro,
Me parto ao meio ao entender você,
Por que assim tanto te amo, e te desejo.
Não escondo palavras, armazeno poemas que nunca falam,
calados, eles sentem.
Saiba que de meu amor nunca haverá pedaços do que foi inteiro.Sou uma concha e um fio quase partindo em dois.
Estou sozinha em um campo longe e um verde esquisito. As vezes sorrio, as vezes sou mar. Quando estou lua, cheiro.
Quando estou farta, ilha.
Em todas as fases, mantenho-me portas abertas e música produzindo em mim palavras estranhas aos ouvidos normais.
Tenho a alma agradecida.
Mas sou metade quando chove.
Mesmo assim, acho que não sei de mim, desconheço.
Quem sabe de mim é a lágrima que me embala.
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