Procuro em mim mesma,
Tateando os cantos de seus sonhos o que em mim é imagem e som.
Sua voz é o meu silencio quando preciso acordar. Tenho o que me farta como melodia que se inscreve e arde como tatuagem marcada a ferro em brasa. Tenho pura musica, alma, e segredos correndo nas minhas veias.
Curioso como ficas em mim o dia inteiro, quando tenho raiva, e lavo de minha pele o seu cheiro, chuva, temporal, tempestades, de desejos e saudades.
Me sinto como poesia desidratada, aninhada sob o calor do teu peito. Me sinto como a tristeza que sorri quando a noite cai, me sinto leve, talvez serena, me sinto fria, ou talvez amena.
Amanhece, e você não está mais aqui, o dia limpido, e o céu pintado de cor de rosa, não me satisfaz, ele é esfinje, e eu, poesia indecifrada.
E quando o silencio em mim se finje de morto, ai está você, plenitude á calmaria, seus labios, teus sorrizos, faces e personalidades, você me confunde, ou será que me decifra?
Ele é em mim quando a noite inteira é um suave luar tocando os corpos, e eu sou nele quando o tempo é inteiro e quando se parte.
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