segunda-feira, 24 de maio de 2010

uma nova manhã

Lentamente caminho pelas paredes vazias, sinto seus segredos, sinto meus temores, sinto teus medos.
Fecho os olhos, me sinto pela metade, não sei aonde estou, e no momento, desaprendi a respirar.
Viro a página, para escrever uma nova manhã.
Tento alterar a cor branca e pálida das minhas lembranças, sem sucesso.
Não encontro minhas chaves, não posso entrar em mim.
Tenho sede de tuas falas e a palavra que derramas é a que me preenche e enfarta.
Fiz-me silencio, em épocas de duvidas, tantas duvidas.
A boa encostada na minha ria, feliz.
As nuvens expostas em um céu de chuva forte, não me afligiam.
Eu não deveria ter pensado nele daquele jeito, não deveria ter tido aquele sonho,não.
Acordei cansada, exausta, o sol estava quente e eu podia sentir o cheiro de promessas no ar.
Desbotei por todos os lados em uma euforia que já não me conhecia.
Minutos depois, meu pensamento tinha outra cor, nada de dores, eu sou a musica, eu sou o som.
Tenho a desculpa perfeita, a mente perfeita, a idéia perfeita e o caos perfeito.
Mas eles só servem para a partida final, e pesam na minha mente.

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