sexta-feira, 14 de maio de 2010

saudade

Agora o invérno cobre a minha pele,
Me sinto branca como esta neve em minhas mãos,
Me sinto fria, me sinto só.
Aqui vejo seus olhos, distantes,
Esta desilusão barra-me de seu calor,
Tenho agora este frio em minhas canções,
Tom, por tom,
E assim os dias se arrastam em uma melodia que desconheço,
Inventaria tempestades para te imaginar meu,
Tenho pacto com o frio de suas palavras cantadas,
De minha pele nunca sairá esta promessa.
Faz frio, frio.
Eu tinha o contorno exato da minha boca quando meu nome sussurava em seu pensamento.

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